"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA" JESUS

"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho

quinta-feira, 28 de março de 2013

I – A Lei do Amor LÁZARO Paris, 1862

O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. 
A lei do amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e extingue as misérias sociais. Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou essa palavra divina, — amor — fez estremecerem os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo. 
O Espiritismo, por sua vez, vem pronunciar a segunda palavra do alfabeto divino. Ficai atentos, porque essa palavra levanta a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, vencendo a morte, revela ao homem deslumbrado o seu patrimônio intelectual. Mas já não é mais aos suplícios que ela conduz, e sim à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. 
O sangue resgatou o Espírito, e o Espírito deve agora resgatar o homem da matéria. Disse que o homem, no seu início, tem apenas instintos. Aquele, pois, em que os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do alvo. Para avançar em direção ao alvo, é necessário vencer os instintos a favor dos sentimentos, ou seja, aperfeiçoar a estes, sufocando os germes latentes da matéria. 
Os instintos são a germinação e os embriões dos sentimentos. Trazem consigo o progresso, como a bolota oculta o carvalho. Os seres menos adiantados são os que, libertando-se lentamente de sua crisálida, permanecem subjugados pelos instintos. 
O Espírito deve ser cultivado como um campo. Toda a riqueza futura depende do trabalho atual. E mais que os bens terrenos, ele vos conduzirá à gloriosa elevação. Será então que, compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes 

FÉNELON Bordeaux, 1861

segunda-feira, 25 de março de 2013

É preciso encontrar-se com o AMOR...


Aprendeste a andar,
mas tens preguiça de ir até a casa do amigo
que às vezes necessita do teu ombro...

Aprendeste a falar, mas egoísta,
poupa-se de dar uma palavra de carinho
e esperança...

Aprendeste a usar os braços para um abraço,
mas cerraste os braços ao carinho,
que, muitas vezes, cura e faz andar
a alma do irmão que está com frio...

Até quando mais tanta falta de CARIDADE?
Até quando mais tanta falta de CARIDADE?
Até quando evitarão o AMOR?

Lembremos que os verdadeiros "discípulos serão reconhecidos por muito se amarem" e por muito se doarem...

Altamiro de Almeida
(espírito)

Psicografia 

Ausência da verdadeira felicidade


De que adianta o belo casarão
Se a alma está em penúria e pede e clama,
quando o seu coração não tem mais brio?

Quanto tempo escondestes a tristeza
recebendo convidados muitos
à mesa recheada de pobreza...

Tantas comidas, mas onde esteve o AMOR?
Tanto barulho, mas onde esteve a alegria?
Onde se encontra sua paz agora
sozinho na amplidão da sala vazia?

Altamiro de Almeida
(espírito)


Psicografia - Solineide - CECC

Aconselhamento


Aquece tua alma de amor.
Preenche as lacunas da estrada
dos irmãos que caminham  sem espera.

Abraça, escuta e colhe, assim,
as lágrimas que podem prolongar-se
pela ausência de suas mãos amigas.

Não tarde a ser aquele que alimenta
a luz da vida em paz...

Escolhe a essência:
não duvides jamais do bom porvir
àquele que só planta caridade.

Altamiro de Almeida
(espírito)

Psicografia - CECC - Solineide 

Cristo vive


Cristo vive quando a vida se refaz
na bondade e na esperança e na paz.

Cristo vive quando o abraço é capaz
de acender a chama da vida e da beleza.

Cristo vive na esperança do esquecido,
na mão amável de um amigo para outro amigo.

Cristo vive toda vez que te decides
a empenhar a tua vida a amparar outras.


Dr. Claudionor
12-03-2013

Psicografia 

Tempo para AMAR


Tira um tempo do teu tempo:
separa bem as tarefas
Arruma tua morada!

Entrega-te feliz à festa
de receber mais trabalho.

Organiza teu relógio
Conforme as necessidades
do teu espírito.

Catarina
(espírito)


Psicografia - CECC - Solineide - Sala de Atendimento Fraterno

quinta-feira, 21 de março de 2013

O EXERCÍCIO EFICAZ

Ama até não saber.
Ama até não curar.
Ama sempre, Ama mais...
Não se canse de amar.
Para o alto é o amor.
Para o alto te leva.
Não duvides:
na pressa, tu te esqueces de amar...
Não te furtes da paz
que este amigo te dá:
AMA, AMA e AMA.
E não acamarás...

Dr. Claudionor 12-03-2013

Psicografia - Solineide - Atendimento Fraterno - CECC

RECEITUÁRIO

Evangelho duas vezes na manhã.
Evangelho duas vezes ao almoçar.
Dez vezes Evangelho durante a tarde;
duas vezes Evangelho ao deitar.
Muitas vezes o remédio está em casa,
no teu quarto,
na tua estante,
no teu altar.
Evangelho,
Evangelho e Evangelho...
Logo, logo essa dor esvaecerá.

Dr. Caludionor

Psicografia - Solineide - Atendimento Fraterno - CECC

Para Dr. Claudionor e Equipe

Os irmãos de outras eras se encontram
na batalha da verdade e do amor.

Estão juntos, feito sempre, amparando
acolhendo e ajudando quem chegar.

Os irmãos da bondade se encontram
nesta Casa da alegria reunida;
nada pode contra a voz da Natureza,
ninguém pode contra o teu adiantar.

Os irmãos vão se encontrando passo, a passo,
desfazendo antigas tramas do passado,
refazendo doces laços esquecidos,
amainando sentimentos enfermados.

Graças a Deus existe esta Casa de Amor.
Graças a Deus existe esta Casa de Oração.
Graças a Deus estamos juntos nesta jornada
reconduzindo nossos destinos à amplidão.

Teresinha
(espírito)

Psicografia - Solineide - Atendimento Fraterno -CECC

AVANTE!

Olha irmão o trabalho que te pede atenção...
Serve e semeia AMOR.
Não demores mais com as mãos vazias,
tendo à frente tanta semeadura parada.
 
Preserva-te da preguiça e do cansaço.
Acolhe em tuas mãos a paz de Cristo,
que nem por um momento cessou de dar,
de cuidar, de servir e de amar.
 
Adianta teu serviço na Seara
acompanha teus irmãos mais adiantados
nos passos da semeadura da ternura.
 
Crê mais firme na conduta da beleza,
na centelha da Divina Providência
que não deixa de querer acreditar
em tua chegada.
 
Catarina
(espírito)
 
 
Psicografia - Solineide - Atendimento Fraterno - CECC

Conselhos preciosos

Não te surpreendas o tumulto da atualidade. Nem todas as coisas aconteceram como deveriam, o Pai Maior poupa-te a todo o momento de dores e ardores.
Não dissemine a má notícia.
Nada do que ouça que não seja bom, leve ao irmão, que, ao te encontrar, muitas vezes, deseja apenas contar sobre o passar tranquilo de uma manhã de trabalho, ou, sobre a tribulação sentimental de alguma contenda que, àquela hora, já se resolveu.
Não multipliques as más notícias...
Ora, silencia e trabalha em prol do bem.
Estuda e semeia o AMOR em toda oportunidade, mesmo que em conflito encontre-se teu próprio coração.
Esquece-te de ti, assim, verás, a luz fecunda da paz e da vitória acender sobre ti e sobre teus irmãos.
 
Alaor
(espírito)
 
 
Psicografado - Solineide - CECC 

segunda-feira, 18 de março de 2013

DIVULGAÇÃO: Livro: AMOR em SOL MAIOR (renda será destinada à construção do RECANTO DE POTIRA - Núcleo de Promoção Social em Nova Ferradas).

"Queridos Irmãos em Cristo: 

Mais uma vez estamos precisando de vocês. 
Peço-lhes, caridosamente, divulgar a publicação do nosso livro, conforme arquivo anexo, cuja renda será destinada à

construção do RECANTO DE POTIRA - Núcleo de Promoção Social em Nova Ferradas. 

As gestantes e as crianças carentes daquela região contam com vocês. 
Façam parte desse sonho! 

Com o carinho de sempre, 

Ary"


Resignação na adversidade - Léon Denis

O sofrimento é uma ocorrência comum em nosso mundo. Em todas as condições, em todas as idades, sob todos os climas, o homem tem padecido, a humanidade tem derramado lágrimas. Apesar dos progressos sociais, milhões de seres gravitam ainda sob o jugo da dor. Por vezes é a miséria provocando intensas agonias. Em outras, é a enfermidade arrastando os seres para os vales do sofrimento e da angústia. 

Nem mesmo as classes mais abastadas têm sido isentas desses males. Até nos ambientes onde reina a abundância, um sentimento de desânimo, uma vaga tristeza, às vezes se apodera das almas. A dor, sob suas múltiplas formas, é o remédio supremo para as imperfeições, para as enfermidades da alma. No estágio evolutivo em que nos encontramos, sem ela não é possível o aprimoramento. Assim como as moléstias orgânicas são muitas vezes resultantes dos nossos excessos, assim também as provas morais que nos atingem são conseqüências de nossas faltas passadas. 

Cedo ou tarde o resultado desses equívocos recairão sobre nós. É a lei de justiça agindo no curso de nossas existências. Saibamos aceitar os seus efeitos como se fossem remédios amargos, operações dolorosas, capazes de restituir nossa saúde. Embora nos sintamos entristecidos pelos desgostos, devemos sempre suportá-los com paciência. O lavrador rasga o seio da terra para daí fazer brotar o campo dourado. 

Assim também é a nossa alma, depois de desbastada também se tornará exuberante em frutos morais. Pela ação da dor abandonamos os vícios e as más paixões. A adversidade é uma grande escola, um campo fértil em transformações. A ignorância das leis universais é que nos faz ter aversão aos nossos males. Se compreendêssemos o quanto esses males são necessários ao nosso adiantamento, eles não nos pareceriam mais um fardo. Em nossa cegueira, estamos quase sempre prontos a amaldiçoar as nossas vidas. 

Mas, quando formos capazes de discernir o verdadeiro motivo de nossas existências, compreenderemos que todas elas são preciosas. A dor é capaz de abrandar o nosso coração, avivando os fogos da nossa alma. É o cinzel que lhe dá proporções harmônicas, que lhe apura os contornos e a faz resplandecer em sua perfeita beleza. Pense nisso! 

Vivemos em um mundo de provas e expiações. Nele a dor reina soberana, em virtude do mal ainda sobrepujar o bem. Embora conscientes dessa inegável condição, é nosso dever lutar contra a adversidade. Sofrer sem reagir aos males da vida seria uma covardia. Porém, quando os nossos esforços se tornam supérfluos, quando tudo se mostra inevitável, chega então o momento de apelarmos para a resignação. Revoltarmo-nos contra a lei moral seria tão insensato como querermos resistir à lei da gravidade. O espírito sensato encontra na provação os meios de fortificar suas qualidades. A alma corajosa aceita os males do destino, mas, pelo pensamento, eleva-se acima deles e daí faz uma escala para atingir a virtude. 

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Depois da Morte, de Léon Denis, parte quinta, capítulo L, FEB, 20ª edição.

sábado, 16 de março de 2013

Manifestações espíritas (estudando...)

Provas da existência de Deus 

 4. Manifestações de Espíritos ocorreram em todos os tempos, desde a mais remota antiguidade  A sua verdadeira causa só era conhecida dos iniciados. Os profetas serviam de intermediários entre os Espíritos e os homens e muitas coisas anunciavam como expressões da vontade de Deus. 
Uma das coisas anunciadas foi que viria o tempo em que essa faculdade de intermediação se generalizaria, dando lugar a manifestações que ocorreriam por toda a parte, a sacudir as consciências e os corações dos homens, despertando-os para a realidade do mundo espiritual. Foi o profeta Joel o intermediário dessa predição. 

5. A história do Moderno Espiritualismo – denominação pela qual o Espiritismo foi inicialmente conhecido na América do Norte - começou por fatos dessa natureza, ocorridos em Hydesville a partir de 1848, sendo médiuns duas adolescentes da família Fox, as jovens Kate e Margareth Fox. Os "apports" 

6. Os fenômenos físicos se apresentam sob as mais variadas formas. A força que serve para produzi-los presta-se a todas as combinações. Ela penetra todos os corpos, atravessa todos os obstáculos, transpõe todas as distâncias. Sob a ação de uma vontade poderosa, consegue decompor e recompor a matéria compacta. 
É o que demonstram os fenômenos de "apports", ou transportes de flores, frutos e outros objetos através de paredes, em aposentos fechados. Zöllner, o astrônomo alemão, verificou a penetração da matéria por uma outra matéria. Com o auxílio da força psíquica, as entidades a que são devidas as manifestações chegam a imitar os mais estranhos ruídos. (N.R.: Ao traduzir um dos clássicos do Espiritismo sobre o fenômeno de transporte, escrito por Ernesto Bozzano, Francisco Klörs Werneck diz que dois termos técnicos se aplicam ao assunto: apport e asport. Apport quando o objeto é levado de fora para dentro. Asport quando levado de dentro para fora, de tal modo que o vocábulo trazimento não tem razão de ser. Transporte é, assim, o termo já consagrado e abarca ambos os casos.) 

7. Em memorável sessão realizada em 16 de dezembro de 1868, em Londres, o médium Home, em transe mediúnico, foi levantado e projetado da parte de fora de uma janela e, suspenso no ar, entrou por uma outra janela. Os "raps" 

8. Os "raps" são fenômenos que consistem em efeitos físicos diversos, como ruídos, estalidos, pancadas e imitação de passos, produzidos em portas, paredes, móveis e assoalhos, tudo isso sem causa física conhecida. A simples produção desses efeitos físicos nada provaria quanto à existência dos Espíritos, porquanto poderiam ser produzidos por forças outras, naturais e desconhecidas, mas a esses fatos singulares se revelou associada uma inteligência capaz de dirigir a ação e que, quando provocada, deu provas iniludíveis de ser o Espírito de um morto a verdadeira causa do fenômeno. No caso da família Fox, o Espírito produtor dos fenômenos revelou ter sido um mascate que se chamara Charles Rosma em sua última encarnação. 

9. Hoje a sobrevivência da alma humana encontra-se perfeitamente demonstrada por fatos que têm sido investigados com todo o rigor científico por numerosos e eminentes sábios deste e do século passado. A tal ponto chegou o resultado dessas experimentações, que Alfred Russel Wallace, um dos mais eminentes investigadores dos fatos espíritas, fez esta afirmativa categórica: "O Espiritismo está tão bem demonstrado como a lei da gravitação".

Bibliografia:

O Livro dos Médiuns, de Kardec, item 83.
No Invisível, de Léon Denis, pp. 185 a 186 e 202 a 203

O homem e o Espírito (estudando...)

1. No homem existe algo mais que matéria e princípio vital. O homem pensa e tem consciência plena de sua existência; relaciona ideias, estabelece conceitos, elabora juízos, constrói raciocínios, tira conclusões e, servindo-se do instrumento maravilhoso da linguagem, comunica tudo isto aos seus semelhantes. 

2. "Cogito, ergo sum", escreveu Descartes ("Penso, logo existo"). Eis o que Descartes quis dizer: 
- Penso; ora, a matéria por si mesma não pensa; logo, existe em mim, além do corpo material, algo mais, que é o agente do meu pensamento, em virtude do qual, portanto, existo como ser inteligente. 

Esse é um raciocínio perfeitamente lógico e conforme à mais pura razão humana. Deveria bastar para que nenhuma dúvida existisse no homem a respeito de que nele vive um Espírito, isto é, um ser imaterial, porém real, independente do corpo e a ele sobrevivente. 

3. Outras faculdades existem ainda no homem, que nada têm a ver com a matéria, e que são funções de uma consciência individual superior, sobrelevando sobre todas o senso moral. 

Há, contudo, indivíduos descrentes que vivem na negação ou apenas em dúvida, pois no fundo do seu ser hão de ter a mesma aspiração, natural, de toda criatura: não morrer. 
Deus, então, em sua infinita bondade e amor, como Divina Providência que é, concedeu ao homem, com as manifestações espíritas, a prova de que nele vive um Espírito e que esse Espírito sobrevive à morte.


Bibliografia:

O Livro dos Médiuns, de Kardec, item 83.
No Invisível, de Léon Denis, pp. 185 a 186 e 202 a 203

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os deveres do Espírita (Indalício Mendes)

Todo aquele que aceita a Doutrina Espírita assume o grave compromisso de Solidariedade, irmã gêmea da Responsabilidade. Elas andam sempre juntas. 
O espírita verdadeiro não tem o direito de desconhecer os princípios básicos da Doutrina, porque, se não os conhece, não pode considerar­-se propriamente um espírita. 
É tão grande a responsabilidade do espírita que ele não pode desvencilhar-se da responsabilidade que, mais do que antes, decorre dos seus atos e palavras. 
Quem está integrado na Dou­trina e sabe respeitá-la, transforma-se numa força atuante, positiva, no ambiente em que viva. 
Não é passivo nem dissimulado, não é indiferente nem apático. Pelo contrário, a sua integração nos postulados doutrinários confere-lhe a faculdade de se mostrar sempre ativo e franco, honesto e positivo, bem humorado e discreto. 
Todavia, a sua franqueza hão deve ser rude, contundente e negativa. Para ser útil, precisa mostrar-se amena, educativa e construtiva. Há mil maneiras de se dizer e demonstrar o que nos vai na alma. Entre essas maneiras, há a que nunca se separa da compreensão, da tolerância, do comedimento, da sinceridade e, sobre­tudo da verdade simples. 
O espírita tem o dever de policiar mais os seus atos e palavras do que os alheios, sem que isto importe em estimular, pela omissão ou tibieza, a má ação de que tenha conhecimento. Queremos dizer: se enérgico em profligar o que não lhe parece bem, quando feito por seus semelhantes, bem mais enérgico quando analisar os próprios atos e palavras. 
Nunca o “conhece-te a ti mesmo” foi mais necessário do que em nossos dias. O espírita, antes de pensar reformar os outros, deve começar a reformar-se a si mesmo. O exemplo é que define a legitima personalidade da criatura humana. 
A Doutrina Espírita é um roteiro de auto-educação. Seu primacial objetiva é tornar cada um de nós melhor, mais .humano, mais compreensivo, mais cristão. O mundo está cheio de cristãos sem Cristo, isto é, de criaturas que se intitulam cristãs quando não o são, porquanto não procedem consoante as lições do Mestre. 
A Doutrina codificada por Allan Kardec educa, reforma, eleva, redime. Tudo, porém, depende de nós. Jesus veio dar-nos ensinamentos e exemplos para que saibamos buscar a salvação pelo nosso próprio esforço. Esta é a verdade. 
A sua missão na Terra foi grandiosa, sublime, incomparável. Desvirtuaram-na, deixaram-na ficar na superfície da pele, quando ela deveria alojar-se no coração humano. 
A Doutrina Espírita está restabelecendo, a pouco e pouco, o domínio da ideia cristã na vida do homem, ensinando-o a compreender a razão da existência terrena, a necessidade retificadora da dor, o mapa cármico e sua ligação com e problema da reencarnação. A solidariedade sadia é fraternidade cristã. 
“O Espiritismo amplia a noção de fraternidade. Demonstra por meio de fatos que ela não é unicamente um mero conceito, mas uma lei fundamental da Natureza, lei cuja ação se exerce em todos os planos da evolução humana, assim no ponto de vista físico como no espiritual, no visível como no invisível. Por sua origem, pelos destinos que lhes são traçados, todas as almas são irmãs. 
Assim, essa fraternidade, que os messias proclamaram em todas as grandes épocas da História, encontra no ensino dos Espíritos uma base nova e uma sanção. Não é mais a inerte e banal afirmação na fachada dos nossos monumentos, é a fraternidade palpitante das almas que emergem, conjuntas, das obscuridades do abismo, e palmilham o calvário das existências dolorosas; é a iniciação comum no sofrimento  é a reunião final na plena luz.” (Léon Denis.) 
Solidariedade e responsabilidade são elos de uma mesma corrente. A vida nos mostra a todos os instantes que o auxílio mútuo se afirma eloquentemente como força de coesão da existência moral. Essa é também uma imposição biológica a que ninguém escapa, nem, os mais fracos nem os mais fortes. 
Todos somos como que elementos moleculares da vida de relação, na vida social, na vida espiritual. Isto esclarece a razão das pequenas e grandes coletividades, quer entre os chamados irracionais, quer entre os ditos racionais. 
O instinto desempenha papel preponderante na aglutinação do seres. Mas só a educação facilita, com acerto, o disciplinamento do instinto. Ela refina o sentimento e prepara o homem para uma vida progressivamente mais compreensiva e melhor. Todavia, não podemos eximir-nos às conseqüências da Lei de Causa e Efeito, que é a bússola do Carma. Do nosso comportamento, em face dessa lei, depende a felicidade que ambicionamos. O Espiritismo educa o homem para uma vida mais simples e sadia. O Espiritismo respeita a personalidade humana, porque lhe reconhece o livre-arbítrio, acatando-o. Nada impõe, nada exige, nada reclama. Mostra o roteiro e ensina como se pode segui-lo. Eminentemente democrática, a Doutrina Espírita envolve toda a Humanidade, mas são os humildes e sofredores que nela encontram mais depressa o bálsamo para as suas dúvidas e aflições. Respeitando a liberdade da pessoa humana o Espiritismo afirma a necessidade de deixar ao homem, depois de esclarecido, a decisão dos rumos que desejar tomar, convencido, como diz Kardec, que, “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas a épocas da Humanidade”. Com a Doutrina Espírita, o homem se torna senhor do seu destino. (Reformador de maio de 1964)

Programa Transição nº 74 - O que é a Responsabilidade na Visão Espírita ...

Importantes apontamentos, expostos por Divaldo Franco, grande servidor da Seara de Jesus de acordo com O Espiritismo.

http://www.youtube.com/watch?v=EtTJctzTUTY

domingo, 10 de março de 2013

Dora Incontri em Salvador

Dora Incontri é uma batalhadora. Seu primeiro projeto para Mestrado foi rejeitado pois tinha cunho espírita. 
Ela não desistiu e realizou outro, com o tema envolvido, mas não totalitário. 
Batalhou e hoje ensina numa Pós em Pedagogia Espírita na FEESP.
Dora estará em Salvador por esses dias. Oportunidade maravilhosa para quem puder comparecer.



sábado, 9 de março de 2013

Dever e Liberdade (Léon Dennis)

Qual o homem que, nas horas de silêncio e recolhimento, já deixou de interrogar a Natureza e o seu próprio coração, pedindo-lhes o segredo das coisas, o porquê da vida, a razão de ser do Universo? Onde está esse que não tem procurado conhecer os seus destinos, erguer o véu da morte, saber se Deus é uma ficção ou uma realidade? Não há ser humano, por mais indiferente que seja, que não tenha enfrentado algumas vezes com esses grandes problemas. 
A dificuldade de resolvê-los, a incoerência e a multiplicidade das teorias que daí se derivam, as deploráveis conseqüências que decorrem da maior parte dos sistemas conhecidos, todo esse conjunto confuso, fatigando o espírito humano, o tem atirado à indiferença e ao cepticismo. Entretanto, o homem tem necessidade de saber; precisa do esclarecimento, da esperança que consola, da certeza que guia e sustém. 
Também tem os meios de conhecer, a possibilidade de ver a verdade desprender-se das trevas e inundá-lo com sua luz benéfica. Para isso, deve afastar-se dos sistemas preconcebidos, perscrutar-se a si próprio, escutar essa voz interior que fala a todos e que os sofismas não podem deturpar: a voz da razão, a voz da consciência. Assim fiz eu. 
Muito tempo refleti; meditei sobre os problemas da vida e da morte; com perseverança sondei esses abismos profundos. Dirigi à Eterna Sabedoria uma ardente invocação e Ela me atendeu, como atende a todo espírito animado do amor do bem. Provas evidentes, fatos de observação direta vieram confirmar as deduções do meu pensamento, oferecer ás minhas convicções uma base sólida, inabalável. Depois de duvidar, acreditei; depois de ter negado, vi. E a paz, a confiança, a força moral desceram sobre mim. Eis os bens que, na sinceridade do meu coração, desejoso de ser útil aos meus semelhantes, venho oferecer aos que sofrem e desesperam. Jamais a necessidade da luz fez sentir-se de um modo mais imperioso. Uma transformação imensa se opera no seio das sociedades humanas. 
Depois de estarem submetidos durante uma longa série de séculos ao princípio de autoridade, os povos aspiram cada vez mais à liberdade e querem dirigir-se por si próprios. Ao mesmo tempo que as instituições políticas e sociais se modificam, os cultos são esquecidos. Existe nisso ainda uma das conseqüências da liberdade em sua aplicação às coisas do pensamento e da consciência. A liberdade, em todos os seus domínios, tende a substituir-se à coação e à autoridade, a guiar as nações para horizontes novos. 
O direito de alguns tornou-se o direito de todos; mas, para que o direito soberano seja conforme com a justiça e produza seus frutos, é necessário que o conhecimento das leis morais venha regular o seu exercício. Para que a liberdade seja fecunda, para que ofereça às obras humanas uma base segura e duradoura, deve ser aureolada pela luz, pela sabedoria, pela verdade. A liberdade, para os homens ignorantes e viciosos, não será como arma poderosa entre as mãos de uma criança? A arma, nesse caso,volta-se muitas vezes contra aquele que a traz, e o fere.  

Fonte: O Porquê da Vida Tags: Léon Denis, Textos para Reflexão

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Espiritismo e a Mulher- Léon Denis


Maria (Miriam)

Encontram-se, em ambos os sexos, excelentes médiuns; é à mulher, entretanto, que parecem outorgadas as mais belas faculdades psíquicas. Daí o eminente papel que lhe está reservado na difusão do novo Espiritualismo. 
Malgrado às imperfeições inerentes a toda criatura humana, não pode a mulher, para quem a estuda imparcialmente, deixar de ser objeto de surpresa e algumas vezes de admiração. Não é unicamente em seus traços pessoais que se realizam, em a Natureza e na Arte, os tipos da beleza, da piedade e da caridade; no que se refere aos poderes íntimos, à intuição e adivinhação, sempre foi ela superior ao homem. 
Entre as filhas de Eva é que obteve a antiguidade as suas célebres videntes e sibilas. Esses maravilhosos poderes, esses dons do Alto, a Igreja entendeu, na Idade Média, aviltar e suprimir, mediante os processos instaurados por feitiçaria. Hoje encontram eles sua aplicação, porque é sobretudo por intermédio da mulher que se afirma a comunhão com a vida invisível. 
Mais uma vez se revela a mulher em sua sublime função de mediadora que o é em toda a Natureza. Dela provém a vida; e ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova senão por seu amor e seus ternos cuidados. E essa função preponderante que desempenha no domínio da vida, ainda a vem preencher no domínio da morte. Mas nós sabemos que a morte e a vida são uma, ou antes, são as duas formas alternadas, os dois aspectos contínuos da existência. 
Mediadora também é a mulher no domínio das crenças. Sempre serviu de intermediária entre a nova fé que surge e a fé antiga que definha e vai desaparecendo. Foi o seu papel no passado, nos primeiros tempos do Cristianismo, e ainda o é na época presente. 
O Catolicismo não compreendeu a mulher, a quem tanto devia. Seus monges e padres, vivendo no celibato, longe da família, não poderiam apreciar o poder e o encanto desse delicado ser, em quem enxergavam antes um perigo. 
A antiguidade pagã teve sobre nós a superioridade de conhecer e cultivar a alma feminina. Suas faculdades se expandiam livremente nos mistérios. Sacerdotisa nos tempos védicos, ao altar doméstico, intimamente associada, no Egito, na Grécia, na Gália, às cerimônias do culto, por toda a parte era a mulher objeto de uma iniciação, de um ensino especial, que dela faziam um ser quase divino, a fada protetora, o gênio do lar, a custódia das fontes da vida. A essa compreensão do papel que a mulher desempenha, nela personificando a Natureza, com suas profundas intuições, suas percepções sutis, suas adivinhações misteriosas, é que foi devida a beleza, a força, a grandeza épica das raças grega e céltica. 
Porque, tal seja a mulher, tal é o filho, tal será o homem. É a mulher que, desde o berço, modela a alma das gerações. É ela que faz os heróis, os poetas, os artistas, cujos feitos e obras fulguram através dos séculos. Até aos sete anos o filho permanecia no gineceu sob a direção materna. E sabe-se o que foram as mães gregas, romanas e gaulesas. Para desempenhar, porém, tão sagrada missão educativa, era necessária a iniciação no grande mistério da vida e do destino, o conhecimento da lei das preexistências e das reencarnações; porque só essa lei dá à vida do ser, que vai desabrochar sob a égide materna, sua significação tão bela e tão comovedora. 
Essa benéfica influência da mulher iniciada, que irradiava sobre o mundo antigo como uma doce claridade, foi destruída pela lenda bíblica da queda original. 
Segundo as Escrituras, a mulher é responsável pela proscrição do homem; ela perde Adão e, com ele, toda a Humanidade; atraiçoa Sansão. Uma passagem do Eclesiastes a declara “uma coisa mais amarga que a morte”. O casamento mesmo parece um mal: “Que os que têm esposas sejam como se não as tivessem” – exclama Paulo. 
Nesse ponto, como em tantos outros, a tradição e o espírito judaico prevaleceram, na Igreja, sobre modo de entender do Cristo, que foi sempre benévolo, compassivo, afetuoso para com a mulher. Em todas as circunstâncias a escuda ele com sua proteção; dirige-lhe suas mais tocantes parábolas. Estende-lhe sempre a mão, mesmo quando decaída. Por isso as mulheres reconhecidas lhe formam uma espécie de cortejo; muitas o acompanharão até a morte. 
A situação da mulher, na civilização contemporânea, é difícil, não raro dolorosa. Nem sempre a mulher tem para si os usos e as leis; mil perigos a cercam, se ela fraqueja, se sucumbe, raramente se lhe estende mão amiga. A corrupção dos costumes fez da mulher a vítima do século. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio – tal é a sorte de grande número de pobres criaturas em nossas sociedades opulentas. 
Uma reação, porém, já se vai operando. Sob a denominação de feminismo, um certo movimento se acentua legítimo em seu princípio, exagerado, entretanto, em seus intuitos; porque ao lado de justas reivindicações, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas cópia, paródia do homem. 
O movimento feminista desconhece o verdadeiro papel da mulher e tende a transviá-la do destino que lhe está natural e normalmente traçado. O homem e a mulher nasceram para funções diferentes, mas complementares. No ponto de vista da ação social, são equivalentes e inseparáveis. O moderno Espiritualismo, graças às suas práticas e doutrinas, todas de ideal, de amor, de equidade, encara a questão de modo diverso e resolve-a sem esforço e sem estardalhaço. Restitui a mulher seu verdadeiro lugar na família e na obra social, indicando-lhe a sublime função que lhe cabe desempenhar na educação e no adiantamento da Humanidade. Faz mais, reintegra-a em sua missão de mediadora predestinada, verdadeiro traço de união que liga as sociedades da Terra às do Espaço. 
A grande sensibilidade da mulher a constitui o médium por excelência, capaz de exprimir, de traduzir os pensamentos, as emoções, os sofrimentos das almas, os altos ensinos dos Espíritos celestes. Na aplicação de suas faculdades encontra ela profundas alegrias e uma fonte viva de consolações. A feição religiosa do Espiritismo a atrai e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que estendem, para além do túmulo, aos entes desaparecidos. O perigo para ela, como para o homem, está no orgulho dos poderes adquiridos, na suscetibilidade exagerada. O ciúme, suscitando rivalidades entre médiuns, torna-se muitas vezes motivo de desagregação para os grupos. 
Daí a necessidade de desenvolver na mulher, ao mesmo tempo que os poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, numa palavra, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão mediatriz. 
O Materialismo, não ponderando senão o nosso organismo físico, faz da mulher um ser inferior por sua fraqueza e a impele à sensualidade. Ao seu contato, essa flor de poesia verga ao peso das influências degradantes, se deprime e envilece. Privada de sua função mediadora, de sua imaculada auréola, tornada escrava dos sentidos, não é mais um ser instintivo, impulsivo, exposto às sugestões dos apetites mórbidos. O respeito mútuo, as sólidas virtudes domésticas desaparecem; a discórdia e o adultério se introduzem no lar; a família se dissolve, a felicidade se aniquila. Uma nova geração, desiludida e céptica, surge do seio de uma sociedade em decadência. 
Com o Espiritualismo, porém, ergue de novo a mulher a inspirada fronte; vem associar-se intimamente à obra de harmonia social, ao movimento geral das idéias. O corpo não é mais que uma forma tomada por empréstimo; a essência da vida é o espírito, e nesse ponto de vista o homem e a mulher são favorecidos por igual. Assim, o moderno Espiritualismo restabelece o mesmo critério dos Celtas, nossos pais; firma a igualdade dos sexos sobre a identidade da natureza psíquica e o caráter imperecível do ser humano, e a ambos assegura posição idêntica nas agremiações de estudo. 
Pelo Espiritismo se subtrai a mulher ao vértice dos sentidos e ascende à vida superior. Sua alma se ilumina de clarão mais puro; seu coração se torna o foco irradiador de ternos sentimentos e nobilíssimas paixões. Ela reassume no lar a encantadora missão que lhe pertence, feita de dedicação e piedade, seu importante e divino papel de mãe, de irmã e educadora, sua nobre e doce função persuasiva. 
Cessa, desde então, a luta entre os dois sexos. As duas metades da Humanidade se aliam e equilibram no amor, para cooperarem juntas no plano providencial, nas obras da Divina Inteligência.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Pessoas sem nome

 
- Por que o café ainda não foi servido até essa hora? Pergunta, um tanto irritado, o empresário, sentado em sua confortável poltrona, às nove horas da manhã. 
A secretária responde meio assustada: 
- Então o senhor não sabe? A dona Margarida morreu ontem à noite. 
- E quem é a dona margarida? Perguntou o patrão. 
- A dona Margarida era a copeira que lhe servia o café todos os dias, fazia quase oito anos. 
- Ah, e ela se chamava Margarida? Sim, responde prontamente a secretária. Mas o senhor não se preocupe que logo seu café será servido, pois outra copeira já está sendo providenciada. 

O que aconteceu com esse empresário, acontece com boa parte dos homens de negócio com relação a essas pessoas "sem nome" que lhes servem com dedicação diariamente. Elas chegam antes de todo mundo. 
Tomam as primeiras providências para que, ao chegar o patrão, tudo esteja em ordem e elas possam atender com rapidez. São criaturas anônimas que cumprem a sua tarefa humilde e, além do salário no final do mês, recebem apenas ordens e broncas. 
Mães que, por vezes, carregam grande amargura em seus corações dilacerados pelos filhos-problema, sem que ninguém se interesse por sua triste sina. 
Outras vezes, levam a dor de suportar um marido alcoólatra, sem receber, sequer, uma palavra de esperança daqueles a quem servem com dedicação. Assim como a copeira, há outros tantos "sem nome" dos quais depende boa parte dos serviços realizados no dia-a-dia. É o porteiro que sempre está no seu posto antes de todo mundo. 
O ascensorista que desce e sobe horas a fio, tantas vezes mergulhado em suas dores íntimas sem que nenhuma das centenas de pessoas que ele leva e traz lhe pergunte, com interesse, sobre a sua família. 
É o office-boy, quase sempre jovem ou adolescente que trabalha de sol a sol para ajudar no sustento da família e que, nos seus verdes anos, aprende a conviver com a indiferença daqueles a quem serve. 
 A faxineira, que mantém tudo limpo, ganha bronca daqueles que não querem ser incomodados durante o expediente, e muitas vezes adentra a noite para fazer seu serviço sem perturbar ninguém. É o jardineiro, que quase é confundido com a própria paisagem, tantas vezes com terra até nos cabelos. Essas criaturas, são pessoas sensíveis à dor e às boas emoções. 

Um olá, um bom dia ou boa tarde, acompanhados de um sorriso sincero, pode fazê-las muito felizes e ajudar a mudar a sua paisagem íntima. São seres humanos lutando com dificuldade para prover o sustento com honradez. Uma gentileza não custa nada e ajuda muito, a qualquer pessoa. Saber seu nome, interessar-se pela sua situação, amenizar as suas dores se for possível, não maculará a nossa posição, pelo contrário, nos eleva diante de Deus, criador de todos nós. 
Talvez alguns pensem que fazendo isso perdem a autoridade, mas é bom lembrar que a verdadeira autoridade não se expressa com a indiferença. 

Abraham Lincoln se importava tanto com seus soldados a ponto de estar junto deles sempre que possível, e foi um dos presidentes mais respeitados de que se tem notícia. 
Pense nisso! As pessoas que estão à sua volta, não estão aí por ordem do acaso. 
Há, perante as leis divinas, uma razão muito especial para elas estarem sob os seus cuidados e sob a sua autoridade. 
Por essa razão, preste atenção em todas e verá que elas o observam e lhe seguem o exemplo, mesmo que, para você, elas sejam apenas pessoas "sem nome". Pense nisso, mas pense agora!


Redação do Momento Espírita (FONTE)

domingo, 3 de março de 2013

Palestras de Sexta-feira (MARÇO 2013) às 17:00


01/03 - Palestrante Lucilene (do Centro Fraternidade)
TEMA: O Homem de Bem

08/03 - Palestrante Rutch Nascimento (do Centro Arapary)

TEMA: Os Bons Espíritos

15/03 - Palestrante Maria Lacerda (do Centro Espírita Casa de Guará)

TEMA: Parábola da Semente

22/03 - Palestrante Jorge Santana (CEPE - Ilhéus)

TEMA: Instrução dos Espíritos

PALESTRAS DE TEÇA-FEIRA (MARÇO 2013) às 19:00

05/03 - Palestrante Dilermano Mesquita(do Centro Luz e Paz)
TEMA: A Indulgência

12/03 - Palestrante Edna Argolo (do Centro Luz e Paz)
TEMA: Obsessão

18/03 - Palestrante Sônia Carvalho (do Centro Espírita Claudionor de Carvalho)
TEMA: Sensibilidade dos Espíritos

25/03 - Palestrante Marlene Matos (do Centro Bezerra de Menezes)
TEMA: O sacrifício mais agradável a Deus

PALESTRAS DE SEGUNDA-FEIRA (MARÇO 2013) às 18:30

04/03 - Palestrante - Rita Luz (do Centro Humildes)
TEMA: Perdão das ofensas

11/03 - Palestrante André Vasconcelos - (do Centro Bezerra de Menezes)

TEMA: Reconciliação com os adversários

18/03 - Palestrante Rosemberg Butx  (do Centro Casa de Guará)

TEMA: Perdoai, para que deus vos perdoe

25/03 - Patrick Pires (do Centro Casa de Guará)

TEMA: Homossexualidade na visão Espírita

"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho