"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA" JESUS

"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Para refletir...


O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua: 
- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal? 
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: 


“Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda.” 

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio. 
- Nem penso mais nisso - disse-lhe o homem. - Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha! 

Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás de miragens e falsos tesouros. 
Valorize o que você tem, a pessoa que está ao seu lado, os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso, enfim tudo aquilo que nosso Deus nos proporciona diariamente para o nosso crescimento espiritual. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Imortalidade (Joanna de Angelis – No Rumo da Felicidade)

A aparente brevidade da experiência carnal, que se interrompe mediante o fenômeno da morte física, antes que um castigo divino é benção da Excelsa Sabedoria, propiciando novas circunstâncias e possibilidade para o crescimento espiritual do ser. 
A morte que, para os de compleição saudável se apresenta como uma tragédia, para aqueles que padecem constrangimentos dilaceradores é porta de acesso à liberdade, pelo que proporciona de lenitivo (que acalma) e paz. 
A permanência duradoura nas vestes carnais em desarticulação, pelas enfermidades e traumatismos ou através das conjunturas degenerativas, representa uma terrível expiação, que a morte benfazeja dilui, ao libertar o Espírito das construções materiais. 
Em várias circunstâncias, a ocorrência da morte representa merecimento do ser que se libera do presídio estreito e ganha os espaços onde o aguarda a felicidade. Mesmo para quem estorcega na consciência culpada, na delinquência, no prazer vulgar, na prepotência, na glória do mundo, o processo da morte constitui dádiva superior, pelo interromper do comportamento que, se continuasse, mais acarretaria gravames e desditas à contabilidade pessoal do incauto (imprudente). 
Morrer, portanto, é assumir a imortalidade, que permanece no corpo assim como fora dele. Não lamentes os teus mortos, porquanto eles apenas desencarnaram, desvestiram-se das organizações celulares através das quais se movimentavam no mundo. Antes, envolve-os em recordações felizes, comentários dignificantes. Eles te ouvem e participam da tua existência terrestre. 
O teu desespero e inconformação perturba-os, levando-os a paroxismos (agonia) de aflição inimaginável. As tuas imprecações (súplica) e blasfêmias se lhes convertem em chuvas de ácido corrosivo, que os queimam e mais os infelicitam. 
A tua saudade, porém, feita de ternura e compreensão envolve-os em vibrações cariciosas e dulcificadoras, que eles agradecem. Pensa nos teus mortos, sabendo-os vivos e partícipes da família, apenas situados em outro campo de vibrações. Não te perturbes, face à morte deles, nem os perturbes com as tuas reações infelizes. 

A imortalidade é conquista da Vida abençoando a Criação. Somente existem transformações na aparência, permanecendo o Espírito em triunfo após a disjunção molecular pela morte. Retornando do túmulo, vivo e triunfante, Jesus apareceu a Maria de Magdala e inundou-a de felicidade ao constatar-Lhe a imortalidade. Este reencontro, porém, só foi possível porque a morte é passagem para a Vida. Desse modo, agradece a Deus o fenômeno da morte biológica, pois que um dia ela te chegará, levando-te ao reencontro dos teus afetos e facultando-te a plenitude da vida. 

ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). No Rumo da Felicidade. [psicografado por] Divaldo Pereira Franco. 5ª ed. Santo André, SP: Editora Bezerra de Menezes, 2001. Pg/53a 55

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PARA REFLETIR (sobre a Tragédia de Santa Maria)

A tragédia de Santa Maria me leva a algumas reflexões que considero importantes para o movimento espírita. Recentemente participei de uma banca de doutorado na Universidade Metodista, em que o pesquisador José Carlos Rodrigues, examinou em ampla investigação de campo quais os principais motivos de “conversão”, eu diria, “migração” para o espiritismo, no Brasil. Ganhou disparado a “resposta racional” que a doutrina oferece para os problemas existenciais. 

De fato, essa é grande novidade do espiritismo no domínio da espiritualidade: introduzir um parâmetro de racionalidade e distanciar-se dos mistérios insondáveis, que as religiões sempre mantiveram intactos e impenetráveis, sobretudo o mistério da morte. 
Entretanto, essa racionalidade, que era realmente a proposta de Kardec, tem sido barateada em nosso meio, como tudo o mais, para tornar-se uma cartilha de respostinhas simples, fechadas e dogmáticas, que os adeptos retiram das mangas sempre que necessário, de maneira triunfante e apressada, muitas vezes, sem respeito pela dor do próximo e sem respeito pelas convicções do outro. 

Explico-me. Por exemplo: existe na Filosofia espírita uma leitura de mundo de “causa e efeito”, que traduziram como “lei do karma”, conceito que vem do hinduísmo. Essa ideia é de que nossas ações presentes geram resultados, que colheremos mais adiante ou que nossas dores presentes podem ser explicadas à luz de nossas ações passadas. Mas há muitas variáveis nesse processo: por exemplo, estamos sempre agindo e portanto, sempre temos o poder de modificar efeitos do passado; as dores nem sempre são efeitos do passado, mas sempre são motivos de aprendizado. O sofrimento no mundo resulta das mais variadas causas: má organização social, egoísmo humano, imprevidência… Estamos num mundo de precário grau evolutivo, onde a dor é nossa mestra, companheira e o que muitas vezes entendemos como “punição” é aprendizado de evolução. 

O assunto é complexo e pretendo escrever mais profundamente sobre isso. Aqui, apenas gostaria de afirmar que nós espíritas, temos sim algumas respostas racionais, mas elas são genéricas e não podem servir como camisas de força para toda a realidade. Que respostas baseadas em evidências e pesquisas temos, por exemplo, para essas famílias enlutadas com a tragédia de Santa Maria? 

• que a morte não existe e que esses jovens continuam a viver e que poderão mais dia, menos dia, dar notícias de suas condições; • que a morte traumática deixa marcas para quem fica e para quem foi e que todos precisam de amparo e oração; • que o sofrimento deve ter algum significado existencial, que cada um precisa descobrir e transformá-lo em motivo de ascensão… • que a fé, o contato com a Espiritualidade, seja ela qual for, dá forças ao indivíduo, para superar um trauma dessa magnitude. 

Não podemos afirmar por que esses jovens morreram. Não devemos oferecer uma explicação pronta, acabada, porque não temos esses dados. Os espíritas devem se conformar com essa impotência momentânea: não alcançamos todas as variáveis de um fato como esse, para podermos oferecer uma explicação definitiva. Havia processos da lei de causa e efeito? Provavelmente sim. Houve falha humana, na segurança? Certamente sim. Qual o significado que essa tragédia terá? Cada pai, cada mãe, cada familiar, cada pessoa envolvida deverá achar o seu significado. Alguns talvez terão notícias de algum evento passado que terá desembocado nesse drama; outros extrairão dessa dor, um motivo de luta para mais segurança em locais de lazer; outros acharão novos valores e farão de seu sofrimento uma bandeira para ajudar outros que estejam no mesmo sofrimento e assim por diante. 
Oremos por essas pessoas, ofereçamos nossas melhores vibrações para os que foram e para os que ficaram e ainda para os que se fizeram de alguma forma responsáveis por esse evento trágico. Mas tenhamos delicadeza ao tratar da dor do próximo! Não ofereçamos respostas fechadas, apressadas, categóricas, deterministas. Ofereçamos amor, respeito e àqueles que quiserem, um estudo aberto e não dogmático, da filosofia espírita.

FONTE:
http://doraincontri.com/2013/01/28/reflexoes-espiritas-sobre-a-tragedia-de-santa-maria/

sábado, 26 de janeiro de 2013

Foi Deus que fez voce

Foi Deus Quem Fez Você


Foi Deus que fez o céu,
O rancho das estrelas.
Fez também o seresteiro
Para conversar com elas.

Fez a lua que prateia
Minha estrada de sorrisos
E a serpente que expulsou
Mais de um milhão do paraíso.

Foi Deus quem fez você;
Foi Deus que fez o amor;
Fez nascer a eternidade
Num momento de carinho.

Fez até o anonimato
Dos afetos escondidos
E a saudade dos amores
Que já foram destruídos.
Foi Deus!

Foi Deus que fez o vento
Que sopra os teus cabelos;
Foi Deus quem fez o orvalho
Que molha o teu olhar. Teu olhar...
Foi Deus que fez as noites
E o violão planjente;
Foi Deus que fez a gente
Somente para amar. Só para amar...
"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho