"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA" JESUS

"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho

sábado, 16 de novembro de 2013

Ao Amanhecer (JOANA ÂNGELIS)

Dia novo, oportunidade renovada. Cada amanhecer representa divina concessão,que não podes nem deves desconsiderar. 
Mantém, portanto atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; 
otimismo diante das ocorrências que surgirão;
coragem nos confrontos das lutas naturais; 
recomeço de tarefa interrompida;
ocasião de realizar o programa planejado. 
Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis. 
À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever. 
Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente. 
Dirige cada ação à finalidade específica. 
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição, avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados. 
Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos. 
Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PENSAR - André Luís

O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. Em qualquer tempo, é muito importante não nos esquecermos disso. 

A ideia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino. A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente. 
Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos, virá unicamente da mudança de seus pensamentos. Imagine a sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de idéias, observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas. 
As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense. Nesta verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem quanto ao mal. 
Observe e verificará que você mesmo atraiu para o seu campo de influência tudo o que você? possui e tudo aquilo que faz parte do seu dia-a-dia. 
Deus é Amor e não pune criatura alguma. A própria criatura é que se culpa e se corrige, ante os falsos conceitos que alimente com relação a Deus. 
Em nosso íntimo a liberdade de escolher é absoluta; depois da criação mental que nos pertence, é que nos reconhecemos naturalmente sujeitos a ela. 

O Bem Eterno é a Lei Suprema; mantenha-se no bem a tudo e a todos e a vida se lhe converterá em fonte de bênçãos. Através dos princípios mentais que nos regem, de tudo aquilo que dermos de nós aos outros receberemos dos outros centuplicadamente.

Vocação Versus Profissão

O termo vocação vem do latim, vocare, que quer dizer “chamado”. Assim, vocação é um chamado íntimo de amor. Amor e prazer por um fazer que dá alegria e satisfação. Quem atende a esse chamado íntimo certamente desempenhará suas atividades vocacionais com bom ânimo e disposição, não apenas pela remuneração, mas pelo prazer de fazer o que gosta. ]

Ouvir esse chamamento seria o ideal para qualquer ser humano que desejasse ser útil à sociedade na qual vive. A excelência do seu trabalho por certo lhe traria, como conseqüência, uma recompensa financeira satisfatória. No entanto, a realidade é bem diferente. 

Os filhos crescem ouvindo os pais dizer: “alegria não enche barriga”, “vocação nem sempre dá status”, então o jovem precisa optar pela “barriga cheia”, nem que isso lhe custe a alegria de viver e a utilidade. Aí ele escolhe uma profissão que lhe traga vantagens financeiras e status em vez de ouvir o chamamento íntimo da sua vocação. Na vocação, a pessoa encontra a felicidade na própria ação. 

Na profissão, o prazer se encontra não na ação mas no ganho que dela deriva. O profissional, somente profissional, executa seu “fazer” não por amor a ele, mas por amor a algo fora dele: o salário, o ganho, o lucro, a vantagem. Já o homem movido pela vocação é um apaixonado pelo seu “fazer”, e faz até de graça, apenas por satisfação. Essa diferença é fácil de constatar entre um político por vocação e um político por profissão. A vocação política é uma paixão por um jardim, já que “política” vem de polis, que quer dizer cidade. 

A cidade era, para os gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O político é aquele que cuida desse espaço. A vocação política, assim, está a serviço da felicidade dos cidadãos, os moradores da cidade. Dessa forma, um político por vocação é um apaixonado pelo grande jardim para todos. Seu amor é tão grande que ele abre mão do pequeno jardim que poderia plantar para si mesmo. 

O político é, antes de tudo, um jardineiro. O jardineiro por vocação dá sua vida pelo jardim de todos. O jardineiro por profissão usa o jardim de todos para construir seu jardim privado, ainda que para isso aumentem, ao seu redor, o deserto e o sofrimento. Essa grande diferença entre vocação e profissão pode se estender a todos os outros ramos de atividades. 

Os médicos por vocação, por exemplo, exercem suas atividades com amor e prazer. Sem precisar de juramentos, se dedicam a salvar vidas por amor à causa que abraçam, de coração. Existem também os profissionais da medicina. Mesmo sob juramento eles só atendem depois de saber quem vai pagar a conta. 
Talvez esses sejam os que resolveram seguir o conselho dos mais velhos, quando estes diziam que alegria não enche barriga. Poderíamos citar vários exemplos das diferenças entre profissão e vocação, mas isso não vem ao caso. 

O que desejamos ressaltar é a necessidade de se ouvir e respeitar o chamado interior, a tendência íntima, a vocação. Isso não quer dizer que não se deva receber para exercer sua vocação. O que dizemos é que o dinheiro deixa de ser o principal objetivo para ser uma conseqüência natural de uma atividade prazerosa. Pense nisso! 

Quando se trabalha só pela recompensa exterior, a atividade se torna um fardo pesado demais. Quando se gosta do que se faz o desgaste é menor ou quase nulo. Como disse o velho e bom Aristóteles, “o prazer aperfeiçoa a atividade”. 

Quando se trabalha com prazer, o trabalho pode trazer ótimos resultados ao longo de uma existência. Por essa razão, sempre vale a pena ouvir esse apelo íntimo chamado vocação.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O AMOR-PRÓPRIO

Desenovela-te do amor-próprio quanto antes. 
Mau conselheiro, ele é a causa de incontáveis problemas que afligem as criaturas humanas. Encarcera na vaidade e disfarça-se com desculpismos vis e acusações absurdas, gerando animosidade e desânimo. 
Se observares uma contenda violenta, no amor-próprio ferido encontrarás a causa. Na agressão malfadada detectarás com o amor-próprio vingativo.
Ante uma recusa à ação do bem defrontarás o amor-próprio insensível. 
Pela boca da maledicência, que perturba a ordem e estimula a calúnia, faz-se ouvir o amor-próprio leviano ou magoado. 
Um crime, uma ação perniciosa, um conflito entre pessoas, a falsa humildade, o abandono de tarefas, a perseguição sistemática são os efeitos inevitáveis do amor-próprio despeitado. 
O amor-próprio somente realiza uma obra meritória quando colhe, de imediato, os louros, exigindo o reconhecimento geral e o comando da atividade com que se autopromove. 
Após a realização, faz-se exigente, cobrando os juros altos do pequeno investimento. 
Por qualquer motivo, afasta-se irritado, ou mesmo sem real motivo, atirando os petardos da ira mal contida e das recriminações insensatas. 
Está sempre armado contra tudo e todos que o não aplaudam ou não aquiesçam aos seus caprichos. É imperfeição da natureza humana, que a todos cumpre superar. 
Resiste aos propósitos sãos, porque se oculta para reaparecer sob outra modalidade. 


Vigia esse perverso companheiro das tuas horas e exercita o amor fraternal, dando de ti e doando-te quanto possas. Desalgemando-te dele, experimentarás euforia e otimismo, paz interior e alegria na vida, porquanto verás corretamente o mundo sem as lentes escuras que ele antepõe aos olhos da tua observação. 
Atraído a ciladas, provocado pela mofa, criticado acremente, exposto ao ridículo, perseguido sistematicamente Jesus prosseguiu tranqüilo, porque o Seu era o amor aberto a todos, a todos oferecido como oportunidade dignificadora, demonstrando, desse modo, que os maiores adversários do homem estão nele próprio, cabendo-lhe, a esforço, torná-los amigos e colaboradores de seus sentimentos. 

(De "Alerta", de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

Autoperdão e Ação Responsável

Suponhamos que a cada reencarnação recebemos do Criador um canteiro com uma terra muito fértil, para plantar flores, durante toda nossa vida. 
Nascemos com as sementes das flores mas, ao invés de plantá-las, arranjamos sementes de espinhos e as semeamos, enchendo nosso canteiro de espinheiros vamos plantando os nossos espinhos, até o dia em que olhamos para trás e percebemos um grande espinheiro. Então, podemos ter três atitudes diferentes: 

Se cultivamos o culpismo, devido ao remorso de não ter plantado as flores que deveríamos, simplesmente nos condenamos a deitar e rolar no espinheiro para nos punirmos, tentando aliviar a consciência de culpa. 

 Se somos pessoas que cultivamos o desculpismo, começamos a dizer que foi o vento que trouxe as sementes de espinhos,que não temos nada a ver com isso, etc. 

Finalmente, se buscamos a ação responsável, ao perceber o espinheiro, assumimos tê-lo plantado e arrependemo-nos do fato. Depois, percebemos que as sementes das flores continuam em nossas mãos e que podemos começar a plantá-las, agora que estamos mais conscientes. Ao mesmo tempo sabemos que devemos retirar, um a um, todos os espinhos plantados e plantar uma flor no seu lugar. 


Reflitamos sobre as três atitudes: 
De que adianta cravar os espinhos plantados na própria carne? Por que aumentar o sofrimento? Por acaso os espinhos diminuem quando agimos assim? A verdade é que não. De nada adianta. Este é o mecanismo dos que nos afundamos na culpa e deixamos que ela comande nossas vidas. Substituir os atos de desamor praticados à vida com mais desamor ainda para conosco mesmos não resolve e não cura. 

Por outro lado, pensando naqueles que ainda conseguimos achar desculpa para todo e qualquer desatino, por mais absurdo que ele pareça, veremos: Os que fingimos que o espinheiro não tem nada a ver conosco, apenas estamos postergando o despertar da consciência. Agindo assim, muitas vezes continuamos plantando mais e mais espinhos, fazendo com que o estrago fique cada vez maior. O hábito de sempre encontrar desculpas e justificativas para todas nossas ações tem caráter doentio e precisa de atenção imediata de nossa parte. 


O ego, em fuga desastrosa, procura justificar os erros mediante aparentes motivos justos. Tal costume degenera todo senso moral e pode nos levar a desequilíbrios psicológicos seríssimos. Apenas a última opção, a da ação responsável, é caminho seguro. É uma atitude proativa, pois ao assumir a responsabilidade pelos espinhos plantados, arrependemo-nos e buscamos substituí-los pelas flores. Nesse ato cobrimos a multidão de pecados, conforme o ensino da Epístola de Pedro, referindo-se ao poder de cura do amor. 

Assim crescemos, aprendemos e ressarcimos à Lei maior. 

Sempre que cometermos erros, procuremos nos autoperdoar, atendendo à proposta da ação responsável, que troca o peso da culpa pela carga educativa da responsabilidade. 


Redação do Momento Espírita com base no cap. 3 da obra Psicoterapia à luz do Evangelho de Jesus, de Alírio de Cerqueira Filho, ed. Ebm
"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho