"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA" JESUS

"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho

sábado, 5 de outubro de 2013

PEDIDO

Quero deitar no Teu colo,
Extrair minha vaidade...
Prende minh’alma Senhor
Nas asas da Liberdade...

Quero lavar os Teus pés
E enxugar Teus cabelos.
Enche meu corpo Senhor
Do vazio que abastece...

Quero ser uma criança
Agarrar-me em Tuas vestes.
Senhor leva-me no colo
Conta-me histórias em prece.

Não se zangue com meus medos
Teimas, erros indeléveis...
E não me deixes Senhor
No monturo dos agrestes...

Dá-me meu Irmão o Teu sorriso!
Quero a visão do paraíso que sou.
Faça-me de mim o que preciso
Para espalhar Teu Paraíso de Amor.

AUTOR ESPIRITUAL 

Psicografia Solineide  (4 DE outubro de 2013)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

APRENDA A AMAR

Aprenda a amar e parte para a estrada.
A vida não refugia quem se demora,
é necessário entender a mensagem.
Aprenda a amar e vai. Floresce!
Ergue teus andares interiores
rumo à amplidão da salvação de ti mesmo.
Agarra-te ao Bem e rompe a estrada:

Altamiro de Almeida
18:37
18-03-2013


CRISTO VIVE


Cristo vive quando a vida se refaz
na bondade e na esperança e na paz.
Cristo vive quando o abraço é capaz
de acender a chama da vida e da beleza.
Cristo vive na esperança do esquecido,
na mão amável de um amigo para outro amigo.
Cristo vive toda vez que te decides
a empenhar a tua vida a amparar outras.

Dr. Claudionor de Carvalho

12-03-2013

ROTINA DO BEM

Tira um tempo do teu tempo:
separa bem as tarefas
Arruma tua morada!

Entrega-te feliz à festa
de receber mais trabalho.

Organiza teu relógio
Conforme as necessidades
de teu espírito.

Catarina 
Psicografia - Solineide




HÁ UM SÉCULO - Pelo Espírito Hilário Silva

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: O Espírito da Verdade. Lição nº 52. Página 125.


Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, naquela triste manhã de abril de 1860, estava exausto, acabrunhado. Fazia frio. Muito embora a consolidação da Sociedade Espírita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Espíritos Superiores lhe haviam colocado nas mãos. 

A pressão aumentava... Missivas sarcásticas avolumavam-se à mesa. Quando mais desalentado se mostrava, chega a paciente esposa, Madame Rivail - a doce Gaby -, a entregar-lhe certa encomenda, cuidadosamente apresentada. O professor abriu o embrulho, encontrando uma carta singela. E leu: “Sr. Allan kardec: Respeitoso abraço. Com a minha gratidão, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua história, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes razões para isso. Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital. 

Há cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal. Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperança, quando, no início deste ano, de modo inesperado, minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira moléstia. Meu desespero foi indescritível e julguei-me condenado ao desamparo extremo. Sem confiança em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as dúvidas aflitivas de nosso século, resolvera seguir o caminho de tantos outros, ante a fatalidade... 

A prova da separação vencera-me, e eu não passava, agora, de trapo humano. Faltava ao trabalho e meu chefe, reto e ríspido, ameaçava-me com a dispensa. Minhas forças fugiam. Namorava diversas vezes o Rio Sena e acabei planejando o suicídio. “Seria fácil, não sei nadar” – pensava. 
Sucediam-se noites de insônia e dias de angústia. Em madrugada fria, quando as preocupações e o desânimo me dominaram mais fortemente, busquei a Ponte Marie. Olhei em torno, contemplando a corrente... E, ao fixar a mão direita para atirar-me, toquei um objeto algo molhado que se deslocou da amurada, caindo-me aos pés. Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera. 

Tomei o volume nas mãos e, procurando a luz mortiça de poste vizinho, pude ler, logo no frontispício, entre irritado e curioso. “Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. - A. Laurent.” Estupefato, li a obra - “ O Livro dos Espíritos” - ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo às suas mãos abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver. Ainda constavam da mensagem agradecimentos finais, a assinatura, a data e o endereço do remetente.

O Codificador desempacotou, então, um exemplar de “O Livro dos Espíritos” ricamente encadernado, em cuja capa viu as iniciais do seu pseudônimo e na página do frontispício, levemente manchada, leu com emoção não somente a observação a que o missivista se referira, mas também outra, em letra firme: - “Salvou-me também. Deus abençoe as almas que cooperaram em sua publicação. - Joseph Perrier.” Após a leitura da carta providencial, o Professor Rivail experimentou nova luz a banhá-lo por dentro... 

Conchegando o livro ao peito, raciocinava, não mais em termos de desânimo ou sofrimento, mas sim na pauta de radiosa esperança. Era preciso continuar, desculpar as injúrias, abraçar o sacrifício e desconhecer as pedradas... Diante de seu espírito turbilhonava o mundo necessitado de renovação e consolo. Allan Kardec levantou-se da velha poltrona, abriu a janela à sua frente, contemplando a via pública, onde passavam operários e mulheres do povo, crianças e velhinhos... O notável obreiro da Grande Revelação respirou a longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...
"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho