"EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA" JESUS

"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O MESTRE E AS OPINIÕES

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Coletânea do Além. Lição nº 30. Página 77. 

Quando Jesus, consagrando as alegrias familiares e o culto sublime da união doméstica, transformou a água em vinho, nas bodas de Canaã, cercaram-no os imensos tentáculos da falsa opinião, pela primeira vez, na fase ativa de seu apostolado. Por que semelhante transformação? Seria possível converter a água pura em vinho, destinado à embriaguez? 
Procurando companheiros para a missão de luz e sendo escarnecido pelos sacerdotes, juízes e doutores de seu tempo, buscou o Mestre a companhia simples e humilde dos pescadores. A maledicência, contudo, não lhe perdoou o gesto. 
Que motivo induzia aquele missionário a socorrer-se de homens iletrados e rudes, que costumavam espreguiçar-se nas barcas velhas? Instituiu a alegria e o bom ânimo, a confiança mútua e o otimismo entre os discípulos; entretanto o farisaísmo recrimina-lhe a conduta. 
Que instrutor era aquele, que não jejuava nem mantinha preceitos rigoristas? 
Atendia a multidão de sofredores, dos quais se compadecia sinceramente, ministrando-lhes consolações e ensinamentos; todavia, o fanatismo criticava-lhe as atitudes. Não seria ele um revolucionário perigoso? 
Desrespeitava a lei, curando cegos e paralíticos, nas horas destinadas ao repouso. Socorria os obsidiados de todos os matizes, conferindo-lhes tranquilidade aos corações; no entanto, a ignorância não o desculpava. 
Que razões o detinham no esclarecimento aos espíritos das trevas? Não teria combinações secretas com Satanás? Interessou-se pela renovação espiritual de Madalena. Os próprios amigos estranharam-lhe a conduta. Por que tamanha menção para com uma pecadora comum? 
Aceitou o oferecimento gentil, dos publicanos, comendo à mesa de pessoas afastadas da lei; todavia, a perversidade não lhe compreendeu a disposição fraterna. Não seria ele simples comilão e beberrão? Dedicou longa palestra à samaritana pobre e desviada. 
A malícia, porém, não lhe entendeu a lição divina. Por que se demorava em conversação com semelhante mulher, que já possuíra cinco maridos? Ensinava as verdades eternas, por amor às criaturas, mas, não raro, ao terminar as pregações sublimes, a desordem estabelecia tumultos. 
Não era ele anônimo operário de Nazaré? A que títulos poderia aspirar, além da carpintaria da sua infância? 
Confiando nos companheiros, falou-lhes do seu testemunho, diante das verdades do Pai, prevendo lutas, desgostos, sacrifícios e humilhações; todavia, a inconformação apossou-se do próprio Pedro e choveram protestos. Por que o anúncio descabido de tantas flagelações e tantas dores? 
Não era o sofrimento incompatível com a realização de um Messias que vinha de tão alto? 
Não teria Jesus enlouquecido? 
Diante da revolta de Simão, em frente dos varapaus, pediu-lhe o Mestre serenidade e sensatez, para que não fosse perdido o ensejo da suprema fidelidade a Deus, mas a incompreensão se manifestou de pronto. Por que socorrer inimigos e verdugos? 
Como entregar-se sem defesa à perseguição dos sacerdotes? Como interpretar semelhante covardia, no momento mais vivo da missão nova? 
Não seria melhor desertar, entregando o Mestre à sua sorte? 
Até o derradeiro instante na cruz ouviu o Senhor as mais estranhas opiniões, os mais contraditórios pareceres do mundo, mas a todos respondeu com o bendito silêncio de seu amor, porque bem sabia que acima de tudo, lhe cumpria atender à Vontade do Pai e que os homens só poderiam compreender-lhe o trabalho augusto, à medida que desenvolvessem os ouvidos de ouvir e os olhos de ver, a capacidade de sentir e a resolução de se realizarem espiritualmente, à luz do Evangelho no longo caminho de sucessivas reencarnações.

TRABALHO, O GRANDE PRIVILÉGIO

Pelo Espírito Batuíra. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Seguindo Juntos. Lição nº 10. Página 47. 


A imagem do Semeador, trazida por Jesus às nossas considerações, é um ensinamento perfeito. 

Em verdade, Deus oferece: 
a bênção do sol; a generosidade da Terra; 
a colaboração da fonte; 
o amparo do adubo; 
a força da vida; 
a oportunidade de servir; 
a felicidade de imaginar; 
a luz do discernimento; 
a hospedagem do campo; 
a alegria da ação; 
os recursos todos que dignificam a paisagem, na qual o Homem - Filho e Colaborador da Criação - é chamado a atuar.

Deus lhe dá tudo - tudo aquilo de que carece para engrandecer-se e resguardar-se, progredir e elevar-se cada vez mais, entretanto, embora lhe conceda tudo, até mesmo a semente que explodirá em prodígios de vida e evolução, felicidade e aperfeiçoamento, pede a ele unicamente para que exerça o privilégio de trabalhar. 

A lição evangélica é simples e clara. Nós que estamos despertos para a renovação, aproveitemos o tempo e saibamos trabalhar e servir sempre, porque nisso residem as nossas bênçãos maiores.

ANOTAÇÕES EM SERVIÇO

Corrigir-nos sim, e sempre. Condenar-nos, não. 
Valorizemos a vida pelo que a ida nos apresente de útil e belo, nobre e grande. 
 Mero dever melhora-nos, melhorando o próprio caminho, em regime de urgência; todavia, abstermo-nos do hábito de remexer inutilmente as próprias feridas, alargando-lhes a extensão. 
Somos espíritos endividados de outras eras e, evidentemente, ainda não nos empenhamos, como é preciso, ao resgate de nossos débitos; no entanto, já reconhecemos as próprias contas com a disposição de extingui-las. 
Virtudes não possuímos; contudo, já não mais descambamos conscientemente para criminalidade e vingança, violência e crueldade. 
Não damos aos outros toda a felicidade que lhes poderíamos propiciar, entretanto, voluntariamente não mais cultivamos o gosto de perseguir ou injuriar a quem seja. 
Indiscutivelmente, não nos dedicamos, de todo, por enquanto, à prática do bem, como seria de desejar; todavia, já sabemos orar, solicitando da Divina Providência nos sustente o coração contra a queda no mal. 
Não conseguimos infundir confiança nos irmãos carecentes de fé; no entanto, já aprendemos a usar algum entendimento no auxilio a eles. 
Por agora não logramos romper integralmente com as tendências infelizes que trazemos de existências passadas, mas já nos identificamos na condição de espíritos inferiores, aceitando a obrigação de reeducar-nos. 
Servos dos servos que se vinculam aos obreiros do Senhor, na Seara do Senhor, busquemos esquecer-nos, a fim de trabalhar e servir. Para isso, recordemos as palavras do Apóstolo Paulo, nos versículos 9 e 10, do capítulo 15, de sua Primeira Carta aos Coríntios: 
“- Não sou digno de ser chamado apóstolo, mas, pela graça de Deus, já sou o que sou.” 

Emmanuel

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

XX FOREI - Centro Espírita O Caminho - Itanhem


Manter o espírito ocupado com os estudos e as tarefas que o dignificam, é maneira segura de manter-se na trilha do Bem real e do Amor que redime. 
Um amigo


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Reencarnação e vida Em Mateus, capítulo 17

Lemos o seguinte: 
"os discípulos interrogaram Jesus, dizendo: por que dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro? Ele, respondendo, disse-lhes: "Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas. Digo-vos, porém, que Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Então os discípulos compreenderam que Ele falara de João Batista." 

Esse texto bíblico não deixa dúvida quanto à reencarnação, já que os discípulos conheciam os pais de João Batista, e entenderam que ele era Elias reencarnado. Várias pessoas por não compreenderem bem o mecanismo da reencarnação, simplesmente a negam. Entretanto, homens eminentes que passaram pela Terra e deixaram seus nomes registrados nas páginas da história, compreendiam que a reencarnação é a resposta lógica para as questões que uma única existência deixa em aberto. 

Vitor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século passado, assim se referia à reencarnação: de cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante:
"Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou".
E afirmou ainda:
"Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte".
O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente. Mohandas Gandhi, líder nacionalista hindu, conhecido como Mahatma Gandhi, falou da pluralidade das existências dizendo: a forma está sempre mudando, sempre perecendo, mas o espírito que a anima jamais muda, jamais perece. O verdadeiro amor consiste em se transferir do corpo para o que reside interiormente, e então compreender, necessariamente, a unidade de toda a vida que habita inumeráveis corpos. 

Honoré de Balzac, romancista francês do século XIX afirmou: as virtudes que adquirimos, e que se desenvolvem em nós lentamente, são elos invisíveis que ligam cada uma das nossas existências às outras. Existências das quais apenas o espírito tem lembranças, porque a matéria não guarda memória de coisas espirituais. Somente o pensamento guarda as tradições de uma vida passada. 

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão dizia: quando morremos, lançamos fora a nossa individualidade como roupagem usada, e nos regozijamos porque estamos para receber outra, nova e melhor.

Leon Tolstoi, romancista russo, poeta e reformador social, também falou da reencarnação com as seguintes palavras: já que vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida presente, assim nossa vida presente é apenas uma das muitas milhares de vidas pelas quais passamos, vindos de outra vida, mais real, para a qual retornamos após a morte. Você sabia? 

Você sabia que Pitágoras, filósofo grego que viveu alguns séculos antes de Cristo, assim como Sócrates, Platão e outros tantos filósofos da antiguidade, tinham a convicção da reencarnação dos espíritos? Não se utilizavam do termo reencarnação, mas a ideia da pluralidade das existências era conhecida e admitida. 

E você sabia que a palavra reencarnação foi cunhada por Allan Kardec, codificador do Espiritismo no século XIX ? Como dissemos, a palavra é nova, mas a ideia já existia desde tempos muito remotos.

REDAÇÃO MOMENTO ESPÍRITA
"... a sabialidade não está naquilo que se faz, está naquilo que você sente em fazer." Dr. Claudionor de Carvalho